terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cabelos enrolados...

Meu cabelo enrolado, todos querem imitar, eles estão baratinados, também querem enrolar... A canção foi escrita por Macau na década de 1970, consagrada na voz da cantora Sandra de Sá é considerada um símbolo do orgulho negro e uma das mais conhecidas na música popular brasileira.

Já foi o tempo que os cabelos cacheados, crespos e ondulados eram considerados feios, sujos, bagunçados e outros inúmeros estereótipos negativos. Os conceitos se inverteram, virou tendência, e ampliou-se o interesse por esse tipo de beleza natural.

Atualmente, a busca por informações sobre os cabelos cacheados no Google ultrapassou a pesquisa por cabelos lisos. De acordo com o levantamento realizado pelo Google BrandLab, indica que a procura por dicas relacionadas aos cachos cresceu 232%; outro número animador são as buscas sobre transição capilar - procedimento em que a mulher retira a química dos cabelos com um grande corte para assumir seus cachos - subiu 55%, em dois anos.

Esse tipo de cabelo é volumoso, bastante frágil e assimétrico, porém, os/as especialistas de plantão afirmam que existem pelo menos dez versões para a estrutura dos fios: Tipo 2 - Cabelo ondulado: não é realmente cacheado, mas ondulações variam de leves a intensas e os fios nascem em "S"; 2A: é o cabelo levemente ondulado, fácil de mexer, inclusive de alisar ou enrolar; 2B: Nesse tipo de cabelo, as ondas se formam em todo o cabelo como se fossem uma letra S, é um poucos mais difícil de modelar; 2C: As ondas são bem definidas e apresentam mais volume; Tipo 3 – Cabelo Cacheado: cachos bem definidos; 3A: os cachos são grandes e abertos; 3B: Cachos menores e mais bem definidos, os fios são mais ásperos ao toque; 3C: O fio é mais grosso, praticamente crespo, e os cachos são bem apertados (têm a circunferência aproximada de um lápis), ressecados e armam com facilidade; Tipo 4 – Cabelo Crespo: os fios são mais rijos e ásperos e crescem paralelamente à raiz; 4A: O diâmetro desse cacho é próximo à uma agulha de crochê e retém melhor a umidade; 4B: tem características parecidas com o 4A, mas a mecha esticada é angulosa e fica em forma de "Z", e ainda, pode encolher em até 75% do tamanho natural; 4C: os fios parecem crescer para cima e ele também pode encolher em até 75% do tamanho natural. 

Para atender toda essa diversidade, as indústrias de cosméticos estão investindo em linhas específicas de shampoo, condicionador, cremes e óleos de hidratação, cremes de pentear para modelar os cachos, ampliar ou controlar o volume, reduz o frizz, proporcionar o efeito molhado, etc e tal. 

Nas redes sociais, são cada vez mais frequentes os grupos de amizade para pessoas que possuam esse tipo de cabelo ou simplesmente querem compartilhar receitas caseiras de tratamento, tutoriais de penteados, dicas no combate do ressecamento e informações sobre os maiores erros nos cuidados como pentear os cabelos quando estão secos danifica a estrutura dos fios e o fato de mantê-los presos o dia todo favorece a quebra.

O que pode parecer modismo ou futilidade, na verdade, transformou-se em sinônimo de pertencimento étnico, autoestima e empoderamento feminino.


Fonte: Coluna Axé – 458ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Grito dos Excluíd@s 2017

No dia 7 de setembro, em contraponto ao Dia da Independência do Brasil, terá mais a 23ª edição do Grito dos/as Excluídos/as em Maceió. A concentração está marcada para às 9 horas, na Praça Sinimbu. 

A ação busca chamar a atenção da sociedade e do Poder Público sobre as injustiças e a exclusão social, sendo organizada por lideranças de vários movimentos sociais e as pastorais sociais da Igreja Católica.

Neste ano, os trabalhadores do campo e da cidade refletem sobre o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”; a marcha ocorrerá na Avenida da Paz, perfazendo o mesmo trajeto do desfile militar, e retornará à Praça Sinimbu. A expectativa é que a atividade reúna de 1500 a 2 mil pessoas, agregando diversos movimentos que lutam contra as injustiças.

Com este chamado, os movimentos pretendem denunciar a exclusão provocada pelas reformas do governo Temer, a privatização do patrimônio nacional e a consolidação do golpe contra a classe trabalhadora. Em Alagoas, também denunciarão a privatização do Governo Renan e os assassinatos da população de rua, negra, pobre e periférica.

O Grito dos Excluídos/as surgiu no Brasil, em 1994, e se consolidou como um espaço sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. E o objetivo é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico liberal e excludente, ocupando ruas e praças por liberdade e direitos.


Fonte: Coluna Axé – 457ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Tambor Falante discute Racismo Institucional e o Estatuto da Igualdade Racial

Na Década Afrodescendente em que se faz necessário ampliar o diálogo a respeito das mudanças de conceitos e a legitimação pela ocupação de espaços na sociedade, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará o projeto TAMBOR FALANTE sobre o tema RACISMO INSTITUCIONAL E ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL”. O evento será neste sábado (02/09), às 15h, no Ilé N’ifé Omi Omo Posú Betá (Casa de Axé coordenada por Mãe Miriam), localizado na Rua Dr. Luiz Campos de Teixeira, 290 – Ponta da Terra – em Maceió.  

O diálogo será conduzido por facilitadores ativistas do movimento negro: o jornalista Nuno Coelho, Coordenador de Relações Institucionais dos APNs e Conselheiro Titular do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania. E a psicóloga Vanda Menezes, feminista, perita criminal e ex-secretária da Mulher do Estado de Alagoas.

Para abrilhantar ainda mais o evento, seguindo a proposta de prestigiar a cultura afro-brasileira, o encerramento terá performance artística do grupo Samba de Roda Posú Betá. Com entrada franca, o encontro visa trabalhar as questões do pertencimento étnico racial e reúne ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores, estudantes e simpatizantes da causa. 

O projeto – “TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades” foi selecionado no Prêmio Eris Maximiniano 2015, na categoria Cultura Afrobrasileira, uma realização da Prefeitura de Maceió por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).   Com este encontro, chegamos a última edição, da proposta de realizar cinco (5) encontros de formação/debates utilizando os aspectos culturais na formação sociopolítica da população afrodescendente, que desencadeará a produção de um livro e DVD sobre os temas discutidos.

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.

SERVIÇO:

Tambor Falante sobre RACISMO INSTITUCIONAL E ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL”
Data: 02/09/2017 (Sábado)
Hora: 15h
Local: Ilé N’ifé Omi Omo Posú Betá (Coordenada por Mãe Miriam) 
Rua Dr. Luiz Campos de Teixeira, 290 – Ponta da Terra (Mesma Rua da Escola Estadual Luiz Campos de Teixeira).                                 
Contatos: (82) 98878-7484 / 99905-3515

ENTRADA FRANCA! 


Fonte: Ascom

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Feira das Margaridas

Pela primeira vez em Maceió, terá a Feira das Margaridas do Crédito Fundiário nos dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, na Praça da Faculdade, das 6h às 22h. 

A atividade é uma realização do Governo de Alagoas por meio do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) com o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e do Instituto de Capacitação, Extensão, Formação e ATER (ICEFA). 

Participarão agricultores familiares das unidades produtivas do crédito fundiário e assentados da reforma agrária (convidados), que comercializarão produtos como: frutas, tubérculos, hortaliças, verduras, legumes, artesanato, animais; além de doces caseiros, pimenta e ovos de capoeira. O público poderá conferir a casa de farinha, restaurante camponês, espaço para exposição e palestras. 

As feirantes e o público em geral poderão conferir a palestra “Quebrando o silêncio” no dia 30 às 15h30, ministrada por Hylza Torres, Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher do Ministério Público Estadual (MPE/AL). 

Na programação cultural, terá o Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” no dia 30 a partir das 18h; na quarta-feira(31) às 19h, o bingo seguido da apresentação de Lula Sabiá e Banda; e na sexta-feira (01.09), o show de Guga do Acordeon e Banda; e no encerramento Xameguinho e Banda. 

A ação integra o "Agosto Lilás" – campanha estadual de conscientização sobre a violência contra a mulher – e ainda é uma referência à Margarida Alves, sindicalista rural assassinada no dia 12 de agosto de 1983 em Alagoa Grande (PB), considerada um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil e inspiração para a Marcha das Margaridas criada em 2000. 

Esse é mais um momento para o fortalecimento da agricultura familiar, e ainda, enaltece a mulher enquanto protagonista no processo produtivo do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF). Entrada franca! Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 456ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/08 a 04/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Cojira-DF comemora dez anos de luta

Data será lembrada com solenidade, debate, festa quizomba e homenagens aos fundadores da entidade, que luta pela igualdade racial entre jornalistas



A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal está completando uma década de fundação. A entidade foi criada em agosto de 2007 e vai celebrar a data na nesta sexta-feira (25), no Sindicato dos Jornalistas do DF.

Uma solenidade lembrará a trajetória da Cojira-DF. Entre os convidados que comporão a mesa de abertura estão representantes da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), da Universidade de Brasília, Organização da Nações Unidas, do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e de entidades do movimento negro de Brasília.

O ato também homenageará fundadoras e fundadores do coletivo, além de personalidades do movimento negro e de mulheres. As homenageadas e homenageados são: Juliana Nunes, Lecíno Filho Leleo e Sionei Leão, os três fundadores da Cojira; o jornalista Wilson Brother de Miranda (in memorian); e a ativista e afroempreendedora Graça Santos.

Em seguida um painel debaterá “Os desafios d@ profissional negr@ no Jornalismo”, com a participação de Luciana Barreto, jornalista da Empresa brasileira de Comunicação (EBC); Juliana Gonçalves, jornalista de Mídia Alternativa; Juliana Lopes, repórter do SBT de Brasília, e autora de monografia sobre a Cojira-DF. A mediação será da jornalista Juliana Nunes, da coordenação da Cojira.

As comemorações prosseguirão com uma Festa de Confraternização Kizomba e a Feira Afroempreendorismo de Mulheres Negras. Os festejos se completam com a exposição fotográfica Quilombos, do repórter-fotográfico Carlos Moura, e a intervenção poética Língua Preta, do poeta Jorge Amâncio. Tudo regado a muita música.


Fonte: Cojira/DF

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Agosto popular

Para enaltecer as manifestações culturais e sua diversidade no Estado de Alagoas, além da importância dos mestres populares na perpetuação do saber, a Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana promove mais uma edição do projeto Agosto Popular.

A programação foi iniciada no sábado(19) sob a coordenação do grupo Cepa Quilombo no bairro do Jacintinho, com o debate sobre “A cultura popular e afro-brasileira como instrumento de inclusão social” e a apresentação de coco de roda, rap, capoeira e a banda Afro Zumbi. No domingo, foi a vez da Casa 31 no Santo Eduardo com o debate “Arte como ato político” seguido de várias apresentações e exposição. Nessa sexta-feira(25), no Quintal Cultural localizado no bairro do Bom Parto, terá a partir das 16h o debate sobre “Cultura e Direitos Humanos no combate à violência contra a mulher e juventude”; e as apresentações do grupo Afro Dendê, o grupo de capoeira Engenho Velho, o coletivo de hip hop ‘Noís q faiz’ e os grupos de dança ‘Oz Deuzes do Guetho’ e ‘Escoteiros da Cidadania’.

No dia 26, o Coletivo AfroCaeté coordena a atividade no bairro histórico do Jaraguá às 15h, com o debate “Folclore, Cultura Popular e Negritude” e apresentações do grupo de dança Àfojubá, a literatura de cordel do Mestre Jorge Calheiros e o batuque do coletivo. 

E no domingo, 27 de agosto, a programação acontecerá na Praça Santa Teresa no bairro da Ponta Grossa a partir das 16h com as apresentações artísticas: Grupo Erê, Grupo Ginga Brasil, Afoxé Ofáomin, Fanfarra da Escola Edson Bernardes, Coletivo AfroCaeté, Bumba Meu Boi, Rogério Dyaz e a Trincheira, Afro Afoxé, Bateria da Escola de samba Girassol, Afoxé Okê Arô e Roda de RAP (Sakura e convidados).

Todas as ações também fazem alusão ao Dia do Folclore, celebrado em todo o país no dia 22 de agosto, que foi instituído por meio do Decreto de Lei nº 56.747, de 17 de agosto de 1965, aprovado pelo Congresso Nacional. Prestigie!



Fonte: 455ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Conferência da Igualdade Racial chega ao Alto Sertão

Por: Luíla de Paula - Jornalista e integrante da Comissão de Comunicação Conepir/AL


A região do Alto Sertão receberá nesta terça-feira (22/08), a segunda etapa das Conferências Intermunicipais de Promoção da Igualdade Racial. Com o objetivo de discutir e avançar na construção de políticas públicas que atendam as demandas da população negra, quilombola, bem como indígenas, ciganos, grupos religiosos e culturais de matriz africana. O evento será sediado em Delmiro Gouveia, das 8h às 17h, no Espaço Juventude e contará com a participação de gestores e líderes de movimentos sociais, que atuam com as questões étnico-raciais, de oito municípios (Delmiro Gouveia, Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Olho D’água do Casado, Pariconha e Piranhas).

Com o tema central “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”, a conferência contará com quatro grupos de trabalho, sendo discutidos subtemas.  E a Palestra Magna será realizada pela Dra. Professora Ana Cristina Conceição dos Santos – professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus do Sertão, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Diversidade e Educação do Sertão Alagoano (NUDES/Ufal) e conselheira nacional de promoção da igualdade racial.

As atividades serão encerradas com a plenária final para aprovação de propostas e eleição dos delegados entre gestores e sociedade civil, a fim de integrarem a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que deve acontecer em 24 e 25 de novembro.

ETAPAS - Ao todo as Conferências Intermunicipais terão nove etapas distribuídas por regiões. As próximas serão Delmiro Gouveia (dia 22/08), abrangendo toda a região do Alto Sertão; Maragogi (dia 25/08), região Norte; São Miguel dos Campos (dia 01/09), região Tabuleiro do Sul; Arapiraca (dia 05/09), região Agreste; Santana do Ipanema (dia 15/09), com a região do Médio Sertão; Palmeira dos Índios (dia 19/09), região Planalto da Borborema; Maceió (dia 22/09), compreendendo a Região Metropolitana; e União dos Palmares (dia 29/09), incluindo a região Serrana dos Quilombos.

As Conferências Intermunicipais são realizadas pela Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh), por meio da Superintendência de Direitos Humanos e Igualdade Racial e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Alagoas (Conepir-AL).

Mais informações: (82) 3315-1791 (SUPDHIR), 99809-1015  ou pelo email conepir2017@gmail.com

sábado, 19 de agosto de 2017

Região do Baixo São Francisco recebe primeira conferência de igualdade racial

O Iteral é uma das instituições atuantes na organização da atividade que terá nove etapas regionais, e a conferência estadual acontecerá em novembro



Nessa sexta-feira, 18 de agosto, a cidade de Penedo sediou a primeira etapa da Conferência Intermunicipal de Promoção da Igualdade Racial referente à Região do Baixo São Francisco, reunindo lideranças quilombolas, ciganos e gestores públicos locais. 



A atividade foi iniciada com a apresentação do grupo de guerreiros Treme Terra, e em seguida, a palestra ministrada por Clébio Araújo – Historiador e Vice Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal). Com o tema ‘O Brasil na Década dos Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça, Desenvolvimento e Igualdade de Direitos’.

Só há paz na resistência. E hoje, nessa conferência, é um espaço para nos empoderar, ocupando os espaços necessários para quebrar as forças que insistem em andar para trás e retroagir. Mas, para isso, temos que sair do lugar e nós precisamos ser reconhecidos por aquilo que nós somos”, exaltou o Araújo.

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), o Gabinete Civil a Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos (Semudh) e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) integram a comissão organizadora da conferência intermunicipal. Segundo a Assessora Técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas no Iteral, Leone Silva, ao todo serão nove etapas das conferências que são espaços de integração e controle social. 




De acordo com Helcias Pereira, presidente do Conepir-AL, o objetivo é discutir e fortalecer as políticas públicas. “O Conselho Estadual tem a missão de ouvir as demandas e fazer com que essas demandas sejam registradas, cobradas e que virem realmente políticas públicas eficazes para a promoção da igualdade racial. Nós não podemos desistir da luta e temos que estar unidos”, citou.



Na ocasião, foram eleitos 18 delegados e delegadas, entre gestores públicos dos municípios de Penedo e Igreja Nova, representantes da Comunidade Quilombola Oiteiro e da Comunidade Cigana Vila Matias que participarão da etapa estadual nos dias 24 e 25 de novembro.

Dentre as propostas aprovadas estiveram: Aprovação do Estatuto do Cigano, que tramita no Senado Federal; Criação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial; Apoio técnico e financeiro para o resgate e manutenção dos grupos culturais dos povos tradicionais (quilombolas, ciganos, indígena, matriz africana, ribeirinhos e outros); formação sobre pertencimento étnico; criação de atendimento especializado em violência a grupos vulnerabilizados; fomentar a criação de um Conselho Municipal de Segurança em Penedo; e a realização de um Encontro Estadual de Povos Ciganos.

Agenda
A segunda etapa da Conferência Intermunicipal ocorrerá na próxima terça-feira(22) no município de Delmiro Gouveia, das 9 às 17h, na Estação Juventude, com a participação de oito municípios da Região do Alto Sertão Alagoano: Delmiro Gouveia, Água Branca, Canapi, Inhapi, Mata Grande, Olho D´Água do Casado, Pariconha e Piranhas.

As próximas datas serão: 25 de agosto na sede da Coopeagro em Maragogi (Região Norte); 1º de setembro em São Miguel dos Campos (Região Tabuleiro Do Sul); 05 de setembro em Arapiraca (Região Agreste), 15 de setembro em Santana do Ipanema (Região Médio Sertão), 19 de setembro em Palmeira Dos Índios (Região Planalto do Borborema); 22 de setembro em Maceió (Região Metropolitana) e 29 de setembro em União Dos Palmares (Região Serrana Dos Quilombos).

Mais informações: (82) 3315-1791 (SUPDHIR), 99809-1015 ou pelo email conepir.al@gmail.com


Fonte: Ascom/ITERAL




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Grupo de capoeira realiza "É Tradição Camará"


No período de 18, 19 e 20 de agosto, a Associação Cultural Capoeira Tradição realizará a quarta edição do evento É TRADIÇÃO CAMARÁ, que acontecerá no Espaço Tradição de Capoeira (Rua São Francisco, 31, Ouro Preto) em Maceió.

Coordenado pelo Mestre de capoeira Leto Santana (foto), a atividade contará com a presença de vários mestres convidados de Alagoas e de outros estados. A programação será iniciada às 19h e terá como palestra de abertura o tema “A capoeira e o Cangaço” ministrada pelo Mestre Máximo Brito (Mestre de Capoeira e Historiador – Bahia).

Os participantes poderão participar de várias oficinas: Dança Afro (Cristina Santos), Capoeira Angola (Mestre Marco Baiano - Grupo de Capoeira Angola Palmares - Alagoas), Maculelê (Mestre Besourão - Escola de Capoeiragem - Alagoas), Noções Básicas de Primeiro Socorros (Wellington Lima - Socorrista e monitor do Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU).

Também terá a palestra sobre “Africanidade” com Bidansanta Na Isna (Membro do Núcleo de Estudantes Africanos e aluno do Curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas); Papoeira (Mesa Redonda com os mestres presentes); batizado, troca de cordas de Capoeira e apresentação cultural.

Mais informações: (82) 99114-4330.